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Após 12 anos, Tatsuki Fujimoto, do Chainsaw Man, se tornou o GOAT do Mangá

A revista Jump SQ, em junho de 2014, conseguiu chamar a atenção ao apresentar um curioso one-shot intitulado Love is Blind. Uma obra com uma proposta excêntrica e quase surreal: um estudante do ensino médio que decide se declarar para a pessoa que ama, custe o que custar — mesmo que seja roubado, atacado ou até abduzido por alienígenas.

Por mais exagerada que a história poderia ser, havia uma surpreendente profundidade nos personagens e nos temas abordados, dando a ela um charme muito especial. Por trás desta obra estava Tatsuki Fujimoto, que estreava no mundo dos mangás escrevendo Love is Blind. Logo ele se tornaria o maior mangaká shonen da última década. 

Fujimoto é responsável pelo grande sucesso do momento, Chainsaw Man – O Filme: Arco da Reze, o campeão de bilheterias de 2025. Mas essa é apenas a mais recente de uma série de obras-primas que consolidaram Fujimoto como um talento único no mundo dos mangás. 

Do impacto brutal de Fire Punch à delicadeza de Look Back, Fujimoto desenvolveu uma linguagem visual quase cinematográfica, criando uma narrativa pós-moderna que conquistou leitores e marcou a cena nos últimos dez anos.

Tatsuki Fujimoto, o mestre absoluto dos one-shots

Mas, bem antes de publicar Chainsaw Man semanalmente na Shonen Jump, Fujimoto já chamava a atenção de todos com histórias curtas que revelavam sua visão singular e criativa.

Reunidas na excelente coletânea Tatsuki Fujimoto 17-26, suas primeiras histórias curtas revelam um retrato fascinante de um jovem artista que, aos poucos, conseguiu se consolidar como um dos grandes nomes do mangá.

Algumas de suas ideias se destacavam mais do que outras, mas a visão singular e a voz inconfundível de Fujimoto continuam presentes em todas essas primeiras histórias.

Fujimoto, após ter começado a serializar Chainsaw Man, ainda mantinha em mente as histórias curtas, seu amor por elas nunca desapareceu. Talvez tenha sido esse amor pelas histórias curtas e sua paixão pelo cinema que o impulsionaram a continuar escrevendo mangás curtos no período entre o fim da Parte 1 de Chainsaw Man e o início da Parte 2. E foi nesse meio tempo, que Fugimoto escreveu duas de suas maiores obras: Look Back e Goodbye, Eri.

Look Back foi adaptado para um filme de anime e se tornou uma das produções mais premiadas e agora, para alegria dos fãs, está chegando um live-action dirigido pelo renomado cineasta japonês Hirokazu Koreeda. Bem sabemos que essa obra representa a síntese da versatilidade de Fujimoto como mangaká e por isso o admiramos muito.

Foram dois anos desenhando um mangá shonen de batalhas, otimista e sangrento, repleto de histórias sombrias e humor juvenil, mas o talento de Fujimoto foi capaz também de criar um drama comovente como Look Back, o que prova a sua habilidade como escritor.

Look Back é uma história de amadurecimento sobre duas garotas cuja rivalidade como jovens mangakás as leva a se tornarem melhores amigas. A trama mostra que Fujimoto vai muito além das ideias excêntricas e da ação sangrenta, na verdade, ele é capaz de emocionar e tocar o leitor com sensibilidade rara.

Mas outro one-shot, que o autor lançou antes de Chainsaw Man Part 2, Goodbye, Eri, se tornou também em uma obra-prima da ficção. Goodbye, Eri é como o equilíbrio perfeito entre o absurdo de Chainsaw Man e o drama contido de Look Back. 

Look Back conta a história de um garoto chamado Yuta, que recebe a missão de sua mãe de registrar os momentos finais de sua vida, Goodbye, Eri é o tipo de história emocionante e transformadora que normalmente se vê em um filme de prestígio, e não em um mangá. 

O que chama a atenção também é a impressionante diagramação e o uso da arte, recursos que Fujimoto emprega para transmitir sua visão de ‘cineasta’.  

Fire Punch: o clássico moderno esquecido de Fujimoto

Todos nós sabemos que Fujimoto era um genio escrevendo histórias curtas, mas também foi grande ao criar duas séries longas aclamadas como clássicos do mangá até hoje. O primeiro mangá serializado de Fujimoto, Fire Punch, é também, sem dúvida, sua obra mais controversa. Publicado online na Shonen Jump+ ao longo de 83 capítulos entre 2016 e 2018, Fire Punch é o resultado de Fujimoto não se conter ou refrear suas ideias mais extravagantes, para o bem ou para o mal.

Fire Punch conta a história de Agni, um homem cujo nome é bastante apropriado, que vive uma existência agonizante, ele arde sem cessar em chamas que jamais se apagam, vivendo entre dor e desespero. Infelizmente, como seu poder de regeneração o torna praticamente imortal, Agni precisa aprender a conviver com a dor constante, tropeçando pela vida até se tornar tanto herói quanto vilão.

Embora tecnicamente seja um mangá shonen por ser publicado pela Shonen Jump, os fãs frequentemente classificam Fire Punch como seinen devido aos temas sombrios que explora e à atmosfera obscura dos eventos que se desenrolam.

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Chainsaw Man é um dos maiores mangás shonen já escritos

Após a história bizarra e ousada de Fire Punch, faz todo o sentido que uma série sobre um garoto que desenvolve motosserras a partir de seus membros represente a maior tentativa de Fujimoto de alcançar um público mais comercial. Publicada pela primeira vez na Shonen Jump em dezembro de 2018, Chainsaw Man se tornou uma das séries shonen da nova geração mais aclamadas pela crítica. 

Tatsuki Fujimoto também serviu de inspiração para outros criadores, como, por exemplo, Yukinobu Tatsu, autor de Hell’s Paradise, Yuji Kaku, autor de Dandadan, e Tatsuya Endo, autor de Spy X Family, foram todos assistentes de Fujimoto antes de publicarem suas próprias obras-primas em mangá.

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