







Blue Lock pega a tradicional fórmula dos animes de futebol e vira tudo de cabeça para baixo. Em vez de falar sobre trabalho em equipe desde o início, a história aposta na ideia de que o Japão só encontrará o melhor atacante do mundo se seus jogadores aprenderem a ser egoístas dentro de campo. Pode parecer estranho no começo, mas é justamente essa proposta que faz o anime prender a atenção e se diferenciar de praticamente qualquer outra obra do gênero.
Grande parte desse sucesso passa por Yoichi Isagi. Ele não é o jogador mais forte, mais rápido ou mais habilidoso, mas sua capacidade de analisar o jogo e evoluir a cada partida faz com que seja muito fácil acompanhar sua trajetória. Ao mesmo tempo, os rivais recebem tanto destaque que cada confronto parece uma final, criando uma rivalidade constante entre personagens que têm o mesmo objetivo: ser o número um.
Mesmo para quem não acompanha futebol, Blue Lock consegue ser envolvente. As partidas são intensas, o ritmo quase não dá espaço para respiro e cada gol é tratado como um momento decisivo. É verdade que a obra exagera em alguns elementos e deixa o realismo em segundo plano, mas essa sempre foi a proposta. No fim, entrega um anime cheio de adrenalina, personagens marcantes e disputas que fazem você querer assistir ao episódio seguinte assim que o atual termina.








