O estúdio MAPPA tem se destacado nos últimos anos, colecionando títulos aclamados pelo público, como Attack on Titan e Jujutsu Kaisen. O estúdio foi fundado pelo também co-fundador do tradicional estúdio Madhouse, Masao Maruyama, em 2011. A sigla MAPPA significa Maruyama Animation Produce Project Association. Já foram produzidos vários projetos de animações para a TV, streaming e cinema.
Mas, em janeiro deste ano, uma notícia chamou a atenção dos fãs de anime: um acordo feito entre a Netflix e o estúdio Mappa, juntos prometem desenvolver novos conteúdos. Essa colaboração permitirá que o estúdio tenha maior liberdade criativa enquanto utiliza a infraestrutura global da plataforma.
O que os fãs acham dessa parceria?
Mas parece que a maioria dos fãs não aprova essa decisão. Eles responderam a uma pesquisa que queria saber se o acordo levaria a uma melhoria na qualidade geral do conteúdo de anime. Mas, para surpresa de todos, 75,4% responderam que não. Apenas 24,6% acreditam que a qualidade irá melhorar.
Muitos acreditam que a presença da Netflix afete negativamente os próximos animes da MAPPA. 96,3% dos pesquisados querem que a MAPPA mantenha o controle criativo, enquanto apenas 3,7% acreditam que a Netflix deva ter algum poder. Um dos exemplos que justificam que a empresa pode comprometer propriedades queridas pelos fãs são as adaptações de Cowboy Bebop e Death Note. Não é segredo que este acordo beneficiará financeiramente tanto a Netflix quanto a MAPPA.
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Netflix e MAPPA: um risco criativo
O ceticismo é justificado. O histórico da Netflix fala por si. No relatório do quarto trimestre de 2026, a própria empresa confirmou o uso de IA generativa para localização e anúncios personalizados. O uso dessa tecnologia, pode criar problemas em legendas, por exemplo, que exigem conhecimento cultural profundo para traduzir gírias e contextos com precisão, algo que a IA dificilmente consegue reproduzir.
Isso demonstra que a Netflix está priorizando a eficiência em detrimento da qualidade, o que não é bom para uma mídia criativa como o anime. Esta não é a primeira vez que a Netflix faz uso da inteligência artificial. Durante a produção do curta-metragem “The Dog & The Boy”, foram utilizados cenários gerados por IA, e a decisão foi justificada com a alegação de falta de mão de obra. O que não agradou nem aos animadores e tão pouco aos espectadores.


