O anime que já foi apontado como sucessor de Dragon Ball Z ficou anos no esquecimento, mas parece que agora ganhou uma nova chance ao chegar no streaming na América do Norte. Estamos falando de Toriko, um anime de ação e aventura que segue o Caçador Gourmet Toriko em busca de ingredientes raros para seu “Menu Perfeito” em um mundo fantástico, focado em batalhas intensas, exploração e culinária, com crossovers famosos.

Mistura gêneros shonen de luta com culinária detalhada, onde a força física é representada como “garfo e faca”. A animação estreia dia 15 de março nos Estados Unidos, Canadá e Brasil pela Netflix. A série chega à plataforma quase quinze anos após sua estreia original no Japão.
Toriko foi animado pela Toei Animation, estreou no Japão em abril de 2011 e encerrou sua exibição na televisão em março de 2014, após 147 episódios. A série já está disponível em outras plataformas, mas entrar para o catálogo da Netflix pode dar ao anime o impulso que faltava para conquistar o público ocidental.
Sinopse
Toriko acompanha as aventuras do protagonista Toriko, um lendário Caçador Gourmet que vive em um mundo onde ingredientes raros e deliciosos são a moeda mais valiosa. Possui uma força sobre-humana e viaja pelo mundo ao lado do tímido chef Komatsu para caçar feras exóticas e completar seu Menu Degustação.
Mas as coisas se complicam quando eles encontram pelo caminho uma organização sinistra que deseja controlar o suprimento de alimentos do mundo inteiro.
O mangá foi criado por Mitsutoshi Shimabukuro, que foi publicado na Weekly Shonen Jump em um momento crucial de transição para a revista. Naquele momento, Naruto estava chegando ao fim e a popularidade de Bleach já não era a mesma de antes. Para não perder leitores, a Shueisha apostou todas as suas fichas em Toriko como o novo grande pilar da revista.
A editora fez de tudo para promover a série, posicionando-a como um ícone capaz de ocupar o espaço deixado por Dragon Ball, de Akira Toriyama.
Quando Toriko ganhou uma adaptação para anime, sua estreia foi na Fuji TV, ocupando o horário das 9 da manhã que antes pertencia a Dragon Ball Kai — assumindo o papel de sucessora espiritual da franquia.
O protagonista Toriko tinha uma certa semelhança com Goku, já que ambos exibiam físicos musculosos, trajes em laranja e azul e um apetite voraz. Quando não estavam batalhando, estavam comendo.
Toriko teve na TV momentos interessantes como seus famosos crossovers, um deles uniu Toriko, One Piece e Dragon Ball Z. Intitulado “A Colaboração Mais Forte da História vs. Glutão do Mar”, esse crossover já está disponível para streaming na Netflix como parte do catálogo de One Piece (Episódio 590).
O episódio especial une os três protagonistas que vão competir em um torneio pela “Carne de Carat”. O episódio foi uma estratégia da Toei para posicionar Toriko lado a lado com seus maiores titãs.
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O sucesso que não chegou
Para desespero do estúdio, Toriko não alcançou o sucesso esperado, o anime acabou caindo no esquecimento. Toriko foi dirigido por Akifumi Zako. Para muitos fãs, o anime é considerado “leve”, mas o mangá é criticado por ser muito violento e detalhado.
A série também tem seus vilões para infernizar a vida do protagonista, entre eles, Midora (O Líder), ele é o chefão da Corporação Gourmet e um dos personagens mais poderosos da obra. Eles não param por aí, também têm os Três Vice-Chefs, ele é um dos maiores rivais de Toriko. O vilão usa chamas intensas e uma espada térmica. Outro antagonista é o Coronel Alfaro, braço direito de Midora.
Na trama, também surge uma organização ainda mais sombria chamada NEO, liderada por Joa, que usa uma faca de cozinha lendária (Cinderella) capaz de “cozinhar” os próprios ataques dos oponentes.


