A Netflix vem divulgando novidades sobre o anime remake de One Piece que está sendo produzido pelo Wit Studio em colaboração com Shueisha, Toei Animation e Fuji Television Network. É uma releitura da saga East Blue criada por Eiichiro Oda. Está sendo utilizada tecnologia visual de ponta para apresentar o início da jornada de Luffy a uma nova geração.

Mas o que parecia festa virou uma dor de cabeça, um escândalo tomou conta da internet envolvendo inteligência artificial (IA), que obrigou o Wit a pedir desculpas aos fãs que estão esperando ansiosos pelo remake.
Em um comunicado internacional, o Wit Studio, que está à frente do remake de One Piece, confirmou que um de seus animes em produção teve uma ajudinha da IA generativa. A empresa afirmou que uma investigação foi aberta e está em andamento para apurar como isso aconteceu. A informação partiu de uma divulgação do Comic Natalie.
WIT Studio trabalha para reverter gafe com inteligência artificial
Segundo o comunicado do Wit, a terceira parte da série “Ascendance of a Bookworm Part 3: Adopted Daughter of an Archduke”, produzida pelo estúdio, utilizou a inteligência artificial generativa em seu primeiro episódio. A empresa afirmou ter recebido feedback anônimo sobre a animação e, após uma breve investigação, ficou confirmado que a série utilizou IA generativa em diferentes versões da sequência de abertura. O estúdio está se desculpando pelo escândalo, prometendo remover os cortes realizados por inteligência artificial o mais rápido possível.
O comentário prossegue com um pedido de desculpas pelo escândalo, e o WIT Studio confirmou seus planos de remover os cortes produzidos por IA o mais rápido possível. Para isso, foram convocados artistas para substituir a arte de fundo. Segundo o Wit, a abertura oficial de Ascendance of a Bookworm Part 3 será divulgada em breve. Até o momento, não foi revelada uma data oficial para o lançamento, mas os fãs estão na expectativa e querem conferir como ficou a versão final sem a participação da IA.
Quanto à origem do problema, o estúdio WIT admitiu não ter plena clareza sobre as falhas ocorridas na produção. O estúdio afirmou ter interesse no uso de novas tecnologias e como elas podem impulsionar o desenvolvimento de animes no futuro, no entanto, não aprovo o uso da inteligência artificial generativa em seus projetos. Assumindo total responsabilidade pelo incidente, o WIT confirmou que os cortes gerados por IA foram incluídos devido às falhas de comunicação entre as equipes envolvidas na série.
O estúdio garantiu aos fãs que nenhuma outra parte de Ascendance of a Bookworm Part 3 utiliza a tecnologia controversa e que sua investigação interna sobre o ocorrido está em andamento.
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A inteligência artificial em animes está se tornando um tema controverso
O escândalo envolvendo o estúdio Wit só fez aumentar ainda mais a forma como outras indústrias vêm se aproveitando da IA para produção de séries animadas. Os criadores de anime têm se manifestado veementemente contra o uso da IA. A tecnologia não só levanta preocupações com direitos autorais, como também corre o risco de consolidar ainda mais uma indústria já fragilizada.
Os profissionais da área vêm sofrendo com baixos salários e cronogramas de produção quase impossíveis de cumprir. Com a expansão global do setor, esses desafios só vêm agravando ainda mais as condições de trabalho dos profissionais envolvidos. Os animadores temem que a ascensão da IA seja usada como solução para os problemas de pessoal, levando à demissão de profissionais.


