Imagens de divulgação editadas por AnimeFlix
Akira Toriyama marcou gerações com Dragon Ball, mas ele mesmo já declarou ser fã de outro gigante do anime. E não, não estamos falando de Naruto ou One Piece. O criador de Goku e companhia sempre demonstrou respeito por diversos artistas, mas existe um nome que, para ele, merece ser visto por absolutamente todo mundo: Katsuhiro Otomo, o criador de Akira — aquele anime cult com uma nota impressionante de 91% no Rotten Tomatoes.
Mas por que isso é tão importante? Bem, porque quando um dos maiores nomes da história do mangá e do anime aponta outro criador como referência máxima… a gente presta atenção.
Lá em 1987 — antes mesmo do lançamento do filme Akira, que viria a explodir cabeças no mundo todo — Toriyama foi entrevistado para o Dragon Ball: Adventure Special. E, entre muitas perguntas triviais sobre sua rotina e inspirações, soltou uma declaração que ainda ecoa até hoje: o mangaká mais incrível da época era Katsuhiro Otomo.
Vale lembrar que nessa época o mundo ainda não tinha visto o icônico “Akira Slide” nas telas, mas o mangá já vinha chamando atenção com uma proposta ousada, violenta, política e artisticamente sofisticada. E sim, mesmo antes de virar um fenômeno mundial, Akira já era cultuado por quem entendia do riscado — como o próprio Toriyama.
Apesar de seus estilos parecerem distantes à primeira vista, as semelhanças entre Dragon Ball e Akira vão além do respeito mútuo. Toriyama sempre curtiu um bom sci-fi. Pode reparar: cápsulas tecnológicas, carros voadores, robôs e paisagens futuristas sempre estiveram presentes no universo de Dragon Ball. E Otomo? Bem, ele praticamente redefiniu o gênero cyberpunk japonês.
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Mas talvez o ponto mais legal aqui seja outro: a admiração verdadeira entre criadores. Toriyama não precisava elogiar ninguém. Mas elogiou. E isso não apenas reforça o legado de Akira, como também mostra como a genialidade reconhece genialidade — ainda mais quando vêm de estilos tão distintos.
Sim, vale. E muito. Akira é um daqueles filmes que envelheceu como vinho. Sua animação feita à mão é uma aula de técnica, sua trilha sonora arrepia e a história… bem, ela parece mais atual do que nunca. É distópico, é intenso, é visualmente insano — e continua influenciando animes, jogos, filmes e até clipes musicais até hoje.
Toriyama pode ter criado um dos universos mais populares da história, mas ele sabia que Akira tinha algo diferente. Um “quê” artístico que transcendia moda ou hype. E se até ele, o homem por trás de Goku, achava isso… quem somos nós pra discordar?
Dragon Ball é aquele anime que a gente assistia tomando Nescau e fazendo pose de Kamehameha. Akira é aquele que a gente descobre depois, com mais maturidade, e percebe o peso que ele teve em tudo o que veio depois — inclusive em Dragon Ball Super, mesmo que indiretamente.
Então, se você é fã de anime, ama uma boa história sci-fi ou simplesmente quer entender de onde vem boa parte das referências da cultura pop atual, fica o recado de mestre Toriyama: vá assistir Akira. Agora.
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