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Por mais de uma década, Naruto não foi apenas um anime; foi um fenômeno cultural que definiu uma geração. A jornada de superação do garoto ninja rejeitado, os laços complexos do Time 7 e uma galeria de personagens inesquecíveis criaram um legado que parecia intocável. O mundo ninja construído por Masashi Kishimoto era complexo, emocionante e profundamente humano.
Mas, quando a tocha foi passada para a próxima geração em Boruto: Naruto Next Generations, uma sensação estranha tomou conta de milhões de fãs ao redor do globo.
A magia parecia diferente, os conflitos não tinham o mesmo peso e, principalmente, os vilões não chegavam aos pés da profundidade de um Pain ou um Itachi. Por anos, a comunidade debateu fervorosamente os motivos dessa queda de qualidade percebida.
O que poucos sabiam é que essa diferença gritante não é um acidente ou uma falha. Pelo contrário, foi uma decisão consciente e dolorosamente honesta dos próprios criadores.
Em uma rara e reveladora entrevista durante o evento “KONOHA EXPERIENCE” em Paris, Masashi Kishimoto e seu sucessor, Mikio Ikemoto, finalmente colocaram as cartas na mesa, e a confissão de Kishimoto é um golpe de sinceridade que explica tudo.
Um dos pontos mais criticados em Boruto é, sem dúvida, a construção de seus antagonistas. Os fãs de Naruto se acostumaram com vilões que eram verdadeiros ensaios filosóficos sobre dor, guerra e justiça.
Pense em Nagato (Pain), que buscava a paz através da dor; em Itachi, que se tornou um vilão para proteger quem amava; ou em Madara, cuja visão distorcida de mundo nascia de uma tragédia pessoal. Cada um deles tinha um motivo, uma história que, por vezes, nos fazia questionar quem realmente estava certo.
Em Boruto, essa complexidade deu lugar a ameaças mais diretas, quase cósmicas. Os membros do clã Otsutsuki e outros antagonistas muitas vezes carecem dessa camada de humanidade, sendo vistos como obstáculos a serem superados, e não como reflexos sombrios dos próprios heróis. E, segundo os criadores, isso foi totalmente proposital.
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Na entrevista, Mikio Ikemoto, o artista que assumiu o comando de Boruto, foi direto ao ponto. Segundo ele, Masashi Kishimoto já havia explorado de forma brilhante todas as razões possíveis para os conflitos entre as pessoas na série original. Não havia mais novos traumas ou ideologias a serem explorados sem que soasse como uma repetição.
A solução encontrada por ele foi radical e, para muitos, polêmica. Em vez de tentar replicar a fórmula, ele decidiu seguir o caminho oposto.
“Fui na direção oposta para Boruto e criei antagonistas irracionais”, confessou Ikemoto. A intenção era clara: diferenciar as duas séries, apresentando em Boruto ameaças que precisam ser combatidas simplesmente pelo bem da sobrevivência, sem a necessidade de um debate moral profundo.
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Mas a revelação mais impactante, aquela que funciona como uma chave para entender toda a questão, veio do próprio mestre.
De forma humilde e brutalmente honesta, Masashi Kishimoto não apenas concordou com Ikemoto, como assumiu a “culpa” pela dificuldade de se criar a sequência. Sua fala foi um balde de água fria na discussão:
“Eu peguei todas as melhores ideias para Naruto, então acho que o Ikemoto aqui tem passado por momentos bem difíceis. É uma série muito difícil de escrever”, admitiu Kishimoto.
Essa confissão muda tudo. O próprio criador reconhece que usou toda a sua genialidade e suas melhores cartas na saga original, deixando um desafio quase impossível para seu sucessor.
Boruto nunca foi pensado para ser outro Naruto porque, na visão de seu criador, o auge daquela fórmula já havia sido atingido.
Para ficar claro, aqui estão as diferenças intencionais:
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