Após a partida do mestre Akira Toriyama, o futuro de Dragon Ball se tornou uma grande e dolorosa interrogação. Com o mangá de Super em hiato e uma complexa disputa de direitos autorais acontecendo nos bastidores, os fãs se perguntam: para onde a saga vai agora? O que vem depois?
Essa incerteza é agravada por um detalhe crucial da linha do tempo. Tanto Dragon Ball Super quanto o vindouro Dragon Ball DAIMA se passam no período de dez anos entre a derrota de Majin Buu e o verdadeiro final de Dragon Ball Z.
A era que vem depois do 28º Torneio de Artes Marciais, com Goku partindo para treinar Uub, permanece um território canônico e praticamente inexplorado no mundo da animação.
Mas, e se a chave para este impasse, a solução para manter a chama de Dragon Ball acesa, estivesse escondida em uma obra de comédia quase esquecida do próprio Toriyama? Uma série curta, cheia de humor, que não só existe, como já nos dá um vislumbre canônico do que aconteceu depois do fim de Z.
Entre 1999 e 2005, Akira Toriyama publicou na Shonen Jump uma série de oito capítulos de uma comédia chamada Nekomajin. A história acompanha as aventuras de Neko Majin Z, um membro de uma raça de gatos guerreiros que adoram artes marciais, magia e, principalmente, pregar peças nos outros.
O mangá começa como uma paródia geral de animes de luta, mas a partir do terceiro capítulo, ele entra de cabeça no universo de Dragon Ball.
O protagonista usa um quimono parecido com o de Goku, tem um bastão mágico e seu golpe principal é o “Nekohameha”. É uma grande e divertida sátira, mas o mais importante é que ela se conecta diretamente à história principal.
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Aqui está o ponto que muda tudo: Nekomajin se passa depois do final de Dragon Ball Z. A história mostra Goku com seu quimono azul, exatamente como no final de Z, e menciona que ele está ocupado treinando Uub. A jovem Pan também está presente, confirmando a localização na linha do tempo.
E este mangá de comédia solta algumas bombas para o universo da série. Ele introduz dois personagens canônicos que nunca foram explorados no anime:
A canonicidade desses eventos é tão sólida que o próprio Toyotarou, sucessor de Toriyama no mangá de Super, já fez referência a Nekomajin em entrevistas.
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Adaptar Nekomajin agora seria uma jogada de mestre por várias razões. Primeiro, por ser uma propriedade intelectual separada, ela poderia contornar os problemas legais que atualmente travam a produção de um novo Dragon Ball. Foi exatamente o que aconteceu com a recente e bem-sucedida adaptação de Sand Land, outra obra de Toriyama.
Segundo, com apenas oito capítulos, o material é perfeito para uma minissérie ou alguns OVAs especiais. Isso daria aos fãs o tão aguardado conteúdo novo do período pós-Z sem a pressão de se comprometer com uma saga inteira, mantendo a marca viva e relevante.
Por fim, seria uma forma de continuar o legado de Toriyama, explorando seu lado mais cômico e irreverente, ao mesmo tempo que se expande o universo com novos personagens. Um gato azul brincalhão pode ser, de forma hilária e totalmente inesperada, a chave para o futuro de Dragon Ball. Uma solução que, com certeza, o próprio Toriyama adoraria.
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