A TMS Entertainment anunciou que irá dissolver e absorver a produtora Telecom Animation Film. A produtora é uma das colaboradoras de longa data do Studio Ghibli. A mudança vai alterar estruturalmente um dos estúdios de animação mais antigos e tradicionais do Japão.
Para refrescar a sua memória, o estúdio trabalhou em inúmeras produções aclamadas em conjunto com a TMS, foram filmes e temporadas como Lupin III, Tower of God, The Seven Deadly Sins: Four Knights of the Apocalypse e Blue Box.

Embora a decisão da TMS tenha como objetivo absorver os pesados prejuízos financeiros da Telecom em 2025, a empresa confirma que as operações da subsidiária seguirão funcionando “como uma divisão” da controladora.
Controladora dissolve estúdio parceiro do Studio Ghibli
Essas últimas notícias foram um duro golpe nos fãs de longa data do Studio Ghibli, incluindo seus maiores sucessos. A dissolução da Telecom Animation Film significa o fim da história de um estúdio que participou de inúmeros projetos adorados pelo público.
Entre essas obras estão verdadeiras relíquias da geração millennial, entre elas, Cybersix, uma contribuição memorável para a era mais brilhante da animação do Batman e ícones eternos como Lupin III, produções que marcaram gerações e permanecem vivas na memória dos fãs.
A influência da Telecom se destaca especialmente entre os admiradores de filmes de animação, já que o estúdio participou diretamente de oito produções do Studio Ghibli. Sendo a mais marcante delas a produção de “A Princesa Mononoke”, que abriu caminho para a adoção da pintura digital e da computação gráfica pelo estúdio.
A Telecom também deixou sua marca em uma das franquias mais icônicas da TMS, Lupin III, tendo inclusive concluído recentemente o aclamado Lupin III: A Linhagem Imortal. No total, a Telecom contribuiu para uma série de OVAs, quatro animes para TV e sete filmes, a fusão vai dar fim a uma era de grandes produções.
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Fusão de empresas de telecomunicações tem lógica financeira
Com o anúncio da fusão, somado à confirmação prévia da TMS sobre as perdas financeiras da Telecom, que chegaram a ¥ 346 milhões no exercício encerrado em março de 2025, contrasta com os dividendos robustos de ¥ 2,091 pagos pela TMS, projetando uma imagem de fluxo de caixa saudável na controladora.
Embora não haja muita informação disponível sobre como os funcionários serão afetados por essa mudança, a TMS continua sendo um estúdio particularmente forte. O estúdio possui diversos animes clássicos em seu catálogo, principalmente Detective Conan, e outros favoritos em ascensão, como Sakamoto Days, que vem conquistando o público.
Se a TMS conseguir administrar com sucesso as propriedades e os direitos absorvidos por essa fusão, o resultado final poderá ser recompensador, embora, na melhor das hipóteses, não apresente uma diferença para o público comum de anime.
Sabemos muito bem que TMS tem uma reputação consolidada que foi construída ao longo de décadas com franquias icônicas de anime. A fusão com a Telecom traz aquisições de grande valor. Só para lembrar, o estúdio é responsável por produções únicas e queridas pelos fãs, entre elas, a primeira temporada de Tower of God, temporadas iniciais mais polêmicas como Don’t Toy with Me, Miss Nagatoro e, talvez, seu título mais marcante dos últimos anos, Blue Box.
Queremos acreditar que a segunda temporada de Blue Box continuará excelente. Que não haverá nenhuma restrição à série Detective Conan, que seguirá fiel à sua longevidade. Mas Lupin III continuará mudando o seu estilo e surpreendendo gerações.


