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Lá em 2022, um anime original da Netflix chegou sem fazer muito alarde e simplesmente roubou a cena: Romantic Killer. Com um humor afiado, uma protagonista inesquecível e uma trama que virava de cabeça para baixo todos os clichês de comédias românticas, a série foi um verdadeiro sopro de ar fresco no gênero.
A produção rapidamente conquistou uma legião de fãs apaixonados e foi aclamada pela crítica. O sucesso parecia garantir um futuro brilhante, e todos ficaram esperando ansiosamente pela continuação, especialmente porque a primeira temporada terminou com um gancho que prometia ainda mais caos e diversão.
Mas, então, o silêncio. Já se passaram mais de três anos desde a estreia, e a Netflix deixou uma de suas joias mais brilhantes em um limbo inexplicável, sem notícias de renovação, sem atualizações, sem um desfecho. Em uma era onde tantas séries medianas ganham novas temporadas, o abandono de Romantic Killer soa como uma das maiores injustiças da plataforma.
O grande trunfo de Romantic Killer era sua protagonista, Anzu Hoshino. Ao contrário das heroínas típicas, Anzu não tinha o menor interesse em romance. Seus verdadeiros amores eram três: videogames, chocolate e seu gato. Essa personalidade a tornou uma figura incrivelmente original e com a qual o público se identificou na hora.
A premissa era genial: um mago intrometido força Anzu a viver dentro de um “simulador de namoro” na vida real, jogando pretendentes bonitos em seu caminho contra a sua vontade. O resultado era uma paródia hilária do gênero, mas que, surpreendentemente, tinha um coração gigante. Por trás das piadas, a série explorava temas como luto, trauma e a importância da amizade de forma madura e tocante.
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O que torna o silêncio da Netflix ainda mais frustrante é o final da primeira temporada. O último episódio termina com um gancho enorme, sugerindo que o “jogo” romântico estava longe de acabar e que a vida de Anzu seria virada de cabeça para baixo mais uma vez por uma nova ameaça.
Não foi um final satisfatório; foi a promessa de uma continuação. Deixou os fãs com mais perguntas do que respostas e com um desejo enorme de ver o que aconteceria a seguir. Foi um final ousado que, infelizmente, nunca teve a chance de ser resolvido.
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Abandonar Romantic Killer é um erro. A jornada de Anzu para talvez, um dia, aceitar o romance em sua vida estava apenas começando. Os personagens secundários, como o traumatizado Tsukasa e o doce Junta, ainda tinham muito espaço para crescer e ter suas próprias histórias aprofundadas.
Num mar de produções que parecem seguir a mesma fórmula, Romantic Killer era uma voz única, autêntica e corajosa. Deixar uma série tão amada e bem-feita morrer sem um final digno não é apenas uma decisão de negócios questionável; é um verdadeiro descuido com os fãs que se apaixonaram por ela. Se algum anime da Netflix merece uma segunda chance, é este.
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