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A versão anime de Edge of Tomorrow é bonita, mas decepciona na profundidade

Edge of Tomorrow, baseado no romance japonês All You Need Is Kill, ganhou uma nova versão em anime que pode agradar a uns e decepcionar outros.

All You Need Is Kill foi lançado como longa-metragem nos cinemas, sua estreia aconteceu nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026. Tem direção de Kenichiro Akimoto pelo estúdio STUDIO4°C. A história agora opta por uma leitura mais introspectiva dos personagens, com cenas de ação que nos fazem lembrar um game.

O resultado é surreal e atraente, no entanto, a produção se mostrou superficial. Sua história é pouco consistente e com mudanças abruptas de tom. 

No romance original Edge of Tomorrow, a história começa repleta de ação — com a Terra já perdendo uma guerra contra extraterrestres. Já All You Need Is Kill, versão para o cinema, uma perspectiva pós-pandemia sobre uma invasão alienígena, onde houve algumas mudanças, porém, as pessoas ainda precisam trabalhar. 

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A história

Rita (Ai Mikami) vive como uma sonâmbula, passando seus dias como parte de uma equipe que tenta conter o impacto de uma misteriosa planta alienígena apelidada de “Darol”, que pousou no Japão um ano antes. Sua incapacidade de lidar com seus colegas de trabalho ou assumir o controle de sua vida esconde um trauma. Mas isso é explicado rapidamente, tudo é mostrado em flashbacks inquietantes ao longo do filme.

A Warner Bros. Japão chamou novamente o Studio 4°C (Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda, Liga da Justiça: Ponto de Ignição) para animar All You Need Is Kill. O estúdio decidiu fugir um pouco do estilo convencional de um anime e super-heróis, investindo em traços angulosos e uma estética deliberadamente áspera que parece muito com uma série experimental do Adult Swim. 

É uma escolha curiosa para um filme marcado por cenas de perseguição e violência explícita. Embora os personagens tenham um aspecto tosco, a cidade de Darol e a região ao redor são apresentadas com detalhes espetaculares.

As raízes brancas e fibrosas da planta se entrelaçam em folhagens intensas que avançam sobre os prédios vizinhos. O filme tem um efeito psicodélico, que apresenta uma paisagem inteira envolta por nuvens multicoloridas, que lembra a beleza sombria de Aniquilação, de Alex Garland (2018).

Essa ameaça se concretiza literalmente no primeiro aniversário de Darol, quando o turno de trabalho de Rita é interrompido por um enxame de criaturas com cabeças florais, lembrando Demogorgons neon de Stranger Things. Após Rita ser morta, ela desperta novamente no início do mesmo dia fatídico.

Embora All You Need Is Kill não alcance a mesma concisão narrativa nem o apelo lúdico de Edge of Tomorrow, suas cenas apresentam visuais deslumbrantes, com um tom sombrio que facilita a imersão, ainda que a narrativa fuja da história original.

All You Need Is Kill estreou nos cinemas brasileiros, na sexta-feira, 16 de janeiro de 2026. O filme chegou em circuito limitado, com som original em japonês e legendas em português. Foi divulgado como a versão anime da história que inspirou Edge of Tomorrow.

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